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08/03/2017

Mulheres ocupam 80% da profissão de enfermagem em Alagoas

Elas lideram maioria dos postos de trabalho também no restante do país
JORNAL TRIBUNA INDEPENDENTE

CRÉDITO: SANDRO LIMA/JORNAL TRIBUNA INDEPENDENTE

O Estado de Alagoas possui 21.748 profissionais de enfermagem e as mulheres são majoritárias ocupando 80% dos postos de trabalho, nas funções de auxiliar, técnica de enfermagem e enfermeiras. O Brasil segue o mesmo índice, conforme uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encomendada pelo Conselho Federal de Enfermagem, sobre o Perfil da Enfermagem no país.

Lavínia Nobre, formada há nove anos, e desde então na labuta diária, fala de sua rotina, que embora considere ‘pesada’, desempenha com a maior satisfação. Para ela ser mãe e profissional de uma área da saúde tão delicada é desafiador. Sobretudo, quando há filho pequeno. “É complicado conciliar casa, esposo e trabalho, mas existe uma devoção de amor ao próximo que supera tudo”, conta. 

Ela que é líder de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neurológica do Hospital Memorial Arthur Ramos, disse emocionada, que escolheu a enfermagem por amor. “Saber que uma pessoa depende de você como profissional para sair do quadro, e ela receber alta porque você contribuiu para a sua melhora é uma dádiva. Desempenho minha profissão com dedicação e afeto ao outro, quando vejo o paciente se recuperar é uma satisfação, que meu dever de ajudar ao próximo realmente foi cumprido”, frisou.

Para ela ser mulher não é tarefa fácil, principalmente quando se tem filho pequeno (5 aninhos), marido e casa para cuidar. “A rotina é difícil e estressante, mas compensadora. Nós mulheres sabemos, nos desdobramos para ver tudo em ordem, eu mesma não tenho empregada, então a bagagem é pesada, somos super mulheres”, salientou.

Segundo Lavínia Nobre, se a mulher for pensar no cansaço e no peso do fardo não sai do lugar. “Não costumo pensar que seja cansativo, porque a carga é pesada, mas vale muito a pena, é da nossa natureza fazer várias coisas ao mesmo tempo”, destacou.

“A nossa relação com o trabalho não acaba quando batemos o cartão, a gente se preocupa com o paciente que deixa acamado, sobretudo aqueles que permanecem por mais tempo no leito, a gente acaba se apegando. A atividade não para quando termina o plantão. É uma doce rotina que tenho orgulho em fazer parte, trabalhar com vidas tem que ter muito amor ao próximo e exercer a atividade porque gosta de verdade não somente pelo financeiro ou para ter uma ocupação”, observou.  

IBGE

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicaram que a área de saúde compõe-se de um contingente de 3,5 milhões de trabalhadores, dos quais cerca 50% atuam na enfermagem no país.

O estudo da Fiocruz constatou a predominância do sexo feminino no exercício profissional da enfermagem, por meio de entrevistas realizadas em aproximadamente 50% dos municípios brasileiros e em todos os 27 estados da Federação, que incluiu desde profissionais no começo da carreira (auxiliares e técnicos, que iniciam com 18 anos; e enfermeiros, com 22) até os aposentados (pessoas de até 80 anos).

TEXTO: ANA PAULA OMENA/ REPÓRTER DO JORNAL TRIBUNA INDEPENDENTE

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