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O Hospital / Arthur Ramos
Arthur Ramos: uma homenagem merecida
 
A cooperativa médica responsável pelo Hospital Memorial Arthur Ramos reúne alguns dos poucos Alagoanos que se sentem confortáveis diante da memória do ilustre pesquisador Arthur Ramos. Há mais de cinqüenta anos, a densa obra desse pesquisador caiu no esquecimento da maioria. Mas, o antigo Hospital do SESI, que passou a ser gerido pela MEDCOOP e nomeado Hospital Memorial Arthur Ramos, se tornou a maior homenagem feita ao médico e antropólogo pilarense.
 
Arthur Ramos, filho do médico Manoel Ramos, nasceu em Pilar no dia 07 de julho de 1903. Desde a adolescência, sob a salutar influência do pai médico e o irmão jornalista, escrevia para jornais de Pilar e Maceió, vindo mais tarde a escrever para jornais de Salvador, onde cursou medicina pela Universidade Federal da Bahia.
 
Especializado em neurologia, o médico alagoano desenvolveu estudos acerca da psiquê humana, escrevendo sua tese de doutoramento sob o título de Primitivo e Loucura, como também outras importantes publicações no campo da psicanálise. Alguns estudiosos da vida e obra de Arthur Ramos, afirmam que Freud – considerado o pai da psicanálise – era admirador do intelectual alagoano.
 
Ainda em Salvador, o médico iniciou seus promissores estudos acerca das etnias que formam o povo brasileiro e principalmente as influências da raça negra na cultura brasileira. Em decorrência desses estudos, publicou em 1934, já morando no Rio de Janeiro, o livro “O Negro Brasileiro”, conferindo ao médico psiquiatra o título de antropólogo. Em 1935, com a criação da Universidade do Distrito Federal assume a cadeira de psicologia social daquela Universidade.
 
Percurso internacional
 
Em 1940, Arthur Ramos vai para os Estados Unidos, onde ministrou cursos sobre raças e culturas no Brasil, na Universidade do Estado de Lousiana. Ainda na América do Norte, o pesquisador recebe o título de membro da Association for de study of Negro Life and History.
 
Em 1945, resolve morar em Paris, assumindo em 1949 a direção do Departamento de Ciências Sociais da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Desenvolveu, nos três meses à frente da instituição, importante trabalho pela paz mundial, interrompido pela morte prematura, por infarto, aos 46 anos, no dia 31 de dezembro de 1949.
 
O cientista pilarense deixou mais de 400 títulos publicados, entre livros e artigos. Sua obra mais conhecida é “Introdução a Antropologia Brasileira”, com 3 volumes, 2 mil páginas e 20 mil referências bibliográficas. Arthur Ramos alcançou reconhecimento nacional e internacional, sendo considerado o maior cientista social brasileiro.
 
 
Frases de Arthur Ramos
 
“Pilar era paixão do coração e Paris a paixão do cérebro. O rio Sena e a magnífica Catedral de Notre Dame tinha reflexos da lagoa Manguaba e da Matriz da Virgem do Pilar.”
 
“A minha recompensa maior será a-de estar ouvindo aquelas vozes queridas que os ventos constantemente me trazem do Pilar distante para a música do meu coração.”
 
“Ainda conservo nos meus ouvidos a música dos bilros movidos pelas mãos peritas de minha mãe.”
 
“O negro está ‘dentro’ da nossa vida nacional, integra-a, não como um elemento estranho, mas como ‘pars magna’”.
 
“O Brasil, não obstante muito vasto, é um só, e todos lutamos com o mesmo fito: engrandecê-lo e dignificá-lo. Há laços demasiados fortes que nos acabam prendendo ao lugar onde formamos nosso espírito, disciplinamos a inteligência e consolidamos as teias afetivas.”
 
“Não podemos discutir os problemas de futura paz, sem antes destruir o que estava errado neste velho mundo, sem destruir as coisas más que levam os homens à guerra, sem entrar na guerra para destruir a guerra.”
 
“O problema agudo dos contatos entre os homens e os povos, mostrando que uma das causas dos conflitos é a conseqüência do desajustamento entre povos e nações, baseados nas falsas categorias de raças inferiores.”
 
“Não adianta escrever só para as elites, através da divulgação dos estudos sobre o Homem, suas implicações e vantagens, deveriam ser difundidas e usufruídas, também, pelo homem da rua - o povo.”
 
“Quando será que os poderes competentes se lembrarão do Rio São Francisco? Só se vê miséria e um abandono clamoroso ...”
 
“O que existe são homens diferentes, culturas diferentes e todos eles com seus aspectos divergentes, porém, com uma riqueza própria, o que permite uma sociedade mundial harmoniosa culturalmente.”

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Dra. Yelnya C. S. Dória
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